A identidade da criança: se você não marcar seus filhos, a sociedade o fará - Rádio Louvores ao Rei

Ciência & Tecnologia

10/04/2017 às 16h53 - Atualizada em 10/04/2017 às 17h10

A identidade da criança: se você não marcar seus filhos, a sociedade o fará

Redação
Minas Gerais - MG

Se você não marcar seus filhos, a sociedade o fará

A formação da identidade da criança é um processo permeado por perguntas e indagações como: “Quem sou eu?”; “Como eu sou?”.


O ser humano deste o seu nascimento está em constante transformação e aprendizado, a criança é um ser em total construção. Logo cedo, o bebê começa a se perceber como sujeito e obter consciência corporal para se desenvolver e se organizar no espaço, já que ao nascer, a criança está totalmente ligado à mãe e não compreende os limites que os separam.


Primeiro ano de vida


Durante o primeiro ano de vida, aproximadamente por volta dos seis aos oito meses mais ou menos , a criança percebe que é um ser separado da mãe, iniciando o processo de construção da própria identidade. Desde o ventre da mãe, este ser único é formado e já começa ter suas primeiras impressões do mundo, começa ser marcado pelo outro. O desejo do pai e da mãe, da família tem influencia psicológica e emocional nessa criança.


Todas essas vivências, experiências dão início à autodescoberta, uma exploração que permite à criança descobrir como seu comportamento repercute no ambiente, fator essencial para que ela se perceba como alguém diferente do outro. Estimule seu filho(a) a descobrir essas diferença do sexo oposto.


Símbolos


Dizem hoje na contemporaneidade que não devemos simbolizar as crianças, devemos deixá-la fluir, que suas pulsões encontre o caminho, ou seja “gire a roleta e tire a sorte” Porém em minha experiência sugiro o oposto, devemos já antes do nascimento, assim que os pais, a mãe, a família, sabem da gravidez fortalecer a identidade do futuro bebe. A identidade está sendo formada com ajuda de estímulos externos e internos, com freqüência essa futura criança deve ser simbolizada, com amor e carinho.


Biologia


A criança aprende com o meio que pode ligar ou desligar o que seu nascimento, sua biologia determinou. Os signos e símbolos são extremamente importantes na construção da sua identidade social e sexual. Devemos lembrar que por de trás dessa insistência em ignorar as simbologias , os papéis de cada sexo , há uma ideologia política da multiplicidade de gêneros que tende a conflitar e perturbar o entendimento e a construção positiva de sua identidade, a ideologia de gênero é um gerador de conflitos de identidade.


Crianças de 5 anos


A educação de crianças de 5 anos é permeada por muitas questões que fazem parte do processo de constituição dos sujeitos. Nesta etapa da vida, os pequenos descobrem o mundo e fazem algumas escolhas no que se refere ao jeito de ser e estar com sigo e com o outro. Tais escolhas referem-se à construção da personalidade da criança ou personalismo na perspectiva walloniana:


A perspectiva de desenvolvimento de Henri Wallon objetiva-se relacionar a concepção de imitação colocada em sua Teoria de Desenvolvimento com avanços da neurociência, visando discutir a constituição da linguagem na espécie humana. Os processos imitativos para o Autor dependem do outro e começam como automatismos da espécie e se especializam passando do movimento (ato motor) à representação (o pensamento). A neurociência traz, entre outras descobertas, os neurônios-espelho, que podem ser a base para a comunicação gestual e verbal, intuição de intenções alheias e empatia, pois permitem que o observador experimente em si, nas suas conexões neuronais, o que o outro está fazendo. As concepções de Wallon, apoiadas por estas descobertas, sugestionam ao educador, interferir o processo de aquisição e desenvolvimento da linguagem em crianças. Ou seja, os neurônios das criança aprendem pelo modelo, o modelo de linguagem, que oferecemos a criança pode interferir drasticamente , no processo de aprendizagem e em sua identidade.


“A teoria de desenvolvimento de Henri Wallon é um instrumento que visa criar intencionalmente condições para favorecer esse processo, proporcionando a aprendizagem de novos comportamentos, novas ideias, novos valores”.


Segundo essa teoria que é usada com instrumento de transformação de valores nas escolas o processo ocorre quando a criança, ao experimentar diferentes papéis, vai permanece com algumas características desses papéis. Ou seja, em sala de aula, o professor tem o poder intencional de marcar esse aluno conforme seus desejos.


Por isso alerto: devemos ter preocupação com o que e como professores têm ensinado para nossas crianças e a quais estímulos estão sendo expostas, pois elas vão assimilar e modelar alguns desses afetos e comportamentos.


Jean Piaget


A criança dos 2 aos 12 anos sofre várias modificações no que diz respeito aos seus domínios de afetividade, identidade ou seja, os valores os sentimento pessoais e inter-pessoais mudam conforme tempo, estímulos e interações.


Por sua vez, até os 2 anos aproximadamente, todas as emoções e sentimentos do bebê são gerados em seu contato com a mãe e centrados no corpo da criança, e assim a medida que o corpo infantil se separa do corpo das outras pessoas a vida afetiva do bebê vai se descentralizando e se transferindo para os outros.


Portanto, o sentimento amor-afetividade construído primeiramente entre mãe e filho vai se generalizando aos outros, como ao pai, ao irmão e aos companheiros, havendo assim uma modificação ou acomodação aos fatos e situações passadas carregadas de emoções.


Esse processo afetivo é continuo e inovador, onde a formação de sentimentos está diretamente ligada aos valores e evolução da sociedade, ou seja, os sentimentos interindividuais são construídos com a cooperação do outro e os intra-individuais são elaborados coma a ajuda do outro, sendo a troca intrapessoal.


O que você está marcando na identidade de seu filho(a), seus netos, seus alunos?

Baseado nestes ensinamentos, temos o conhecimento de que a criança aprende e desenvolve seus , valores ,afetos e identidade com interação com outros sujeitos, logo temos que nos preocuparmos mais, e monitorarmos todos os passos de nossas crianças, , estimulando a formação saudável de sua personalidade e identidade.


Se você não marcar seu filho, a sociedade e a escola o fará. Desde do nascimento, devemos marcar o outro com símbolos e papeis em consonância com cada sexo. Nesta idade devemos simbolizar os papéis masculinos (meninos) e femininos (meninas), propondo situações para que experimentem essa troca de experiências constante nas brincadeiras, por exemplo, “de casinha”, “de mamãe/papai e filhinha (o)” simbolizando uma família.

Você pode sim, professor, pais, avós, tio, tias, pessoas que cuidam de crianças, promover essa brincadeira com a definição de casa papel masculino para meninos e feminino para meninas de acordo com o senso comum.

Os papeis, exercitados em casa, são em partes, culturais, e fazem parte do senso comum, estão no arquétipo do inconsciente de cada sujeito, é coletivo, e em parte é uma inscrição da natureza humana, e não pode ser ignorado. Quando confundimos esses papeis que são carregados de simbolismo necessários para o desenvolvimento saudável infantil – a criança pode psicotizar.

O lúdico pode fortalecer a identidade sexual de seus filhos


Professores e pais, podem associar os complexos temáticos às situações concretas vividas em casa e na escola, podendo aproveitar brinquedos para trabalhar a identidade de cada criança, um trabalho que envolva os papeis trazidos de casa , se simbolizado conforme trazido pela criança, respeitando suas tradições familiares, suas tradições religiosas.

Familiares são fundamentais e podem fortalecer a identidade de nossas crianças em consonância, em concordância com o sexo de nascimento, com o objetivo de minimizar risco e conflitos. O trabalho com a ocupação de papéis terá como desdobramentos a convivência mais direta das crianças com a com sua verdadeira essência, com a sua verdade biológica confirmada pelo meio em que vive.


Há papeis inscritos na natureza humana, e não apenas forma de desempenha uma ou mais funções.

O fascinante é perceber que a maioria das meninas escolherá ser mãe e a maioria dos meninos escolheu ser pai, pois se o adulto respeitar a referência trazida pela criança espontaneamente, verá que essa é a referência mais próxima que as crianças possuem, que são seus pais, os quais são modelos construídos historicamente e que as crianças que são sujeitos, se apropriam durante o processo de humanização de civilização.


Esses papeis estão no inconsciente coletivo. As crianças se apropriam de questões em relação a sua identidade sexual e quais condutas poderão experimentar, nos diferentes papéis que ocuparem. Nesta brincadeiras, é possível observar, como as crianças se relacionam com os dois sexos, podemos entender o quanto a brincadeira do faz-de-conta auxilia na construção da identidade da criança bem como na promoção do desenvolvimento cognitivo e afetivo-social da mesma.


Podemos aproveitar durante este faz-de-conta refletir e discutir as atividades desenvolvidas com elas, pois através desse exercício é possível promover intervenções valiosas no dia a dia contribuindo assim para o desenvolvimento integral da personalidade e identidade da criança, bem como desenvolver afetos, saudáveis e sentimentos positivos.


Importante saber


O conceito de identidade pode ser definido como um conjunto de aspectos individuais que caracteriza uma pessoa. No entanto, ela se estrutura ou se desestrutura a partir das relações sociais, que pode se compreender o processo de permanente mudança que os encontros nos possibilitam. ​

A formação de identidade está associada com o pensar no coletivo que habita cada pessoa (identidade social). Somos aquilo que se define no agora, o que trazemos da biologia, da genética, o que trazemos de nossas experiências anteriores de infância e o que está por vir, ou seja, o que também projetamos. A cada encontro, o que perpassa pela transformação pessoal do humano. A questão é , como e o que esse outro, tem marcado na identidade de seu filho.


Referências
Nadel-Brulfert, J. (1986). “Proposições para uma leitura de Wallon: em que aspectos sua obra permanece atual e original?” In: Werebe, M. J. G. e Nadel-Brulfert, J. (org.). Henri Wallon. São Paulo, Ática. 
Wallon, H. (1941-1995). A evolução psicológica da criança. Lisboa, Edições 70. 
______ (1959-1975). Psicologia e educação da infância. Lisboa, Estampa. 
http://siaiap32.univali.br/seer/index.php/rc/article/view/860

Com informações: Gospel+

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